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Sessões temáticas - STG 2012

Atualizado em 19/11/14 09:31.

As sessões temáticas ocorrerão nos dias 26, 27 e 28 de setembro, das 14 às 17h. Os resumos e textos completos das comunicações a serem apresentadas estão disponíveis nas páginas de cada sessão, bastando clicar nos títulos. Os resumos e imagens dos pôsteres aprovados também estão disponíveis.

ST1 – Gênero, economia solidária e políticas de emprego e renda
Coordenação: Angela Araújo (Unicamp) e Jaqueline Oliveira Vilasboas (PPGCS - Unicamp)

ST2- Gênero, Empreendedorismo e Trocas Econômicas
Coordenação: Marina de Souza Sartore (FCS/UFG) e Elaine da Silveira Leite (FCS/UFPEL)

ST3 - Imagens e representações sociais de gênero e de trabalho
Coordenação: Maria Lúcia Vannuchi (ICS/UFU) e Eliane Schmaltz (ICS/UFU)

ST4 - Memória, Gênero, Trabalho
Coordenação: Cintya Maria Costa Rodrigues (PPGAS/UFG) e Telma Ferreira Nascimento (PPGS/UFG)

ST5- Trabalhadoras e militantes: quando as mulheres vão à luta nos espaços sociais
Coordenação: Patrícia Vieira Trópia (ICS/UFU) e Magda Neves (PUC-MG)

ST6 - Trabalho e gênero em serviços: das formas atípicas ao profissionalismo
Coordenação : Jordão Horta Nunes (FCS-UFG)e Berlindes Astrid Küchemann (SOL-UnB)

ST7 - Gênero, reestruturação e precarização das relações de trabalho
Coordenação: Cleito Pereira dos Santos (FCS/UFG) e Tania Tosta (FCS/UFG)

ST8 - Trabalho, gênero e políticas educacionais
Coordenação: Revalino Antonio de Freitas (FCS/UFG) e Lucinéia Scremin Martins (FCS/UFG)

 

 

 

 

 

ST3 - Imagens e representações sociais de gênero e de trabalho

A Sessão Temática proposta pretende promover a reflexão e o debate sobre as representações sociais e imagens construídas acerca das relações de gênero no espaço do trabalho. Objetiva reunir, em um diálogo interdisciplinar, trabalhos produzidos sob diferentes abordagens teóricas e metodológicas que enfoquem aspectos simbólicos da realidade objetiva das relações de gênero no mundo do trabalho. Aspectos simbólicos estes, que não deixam de ter materialidade, uma vez que tanto as relações de gênero e de trabalho quanto as formas de pensamento expressas em suas representações são produzidas histórica e socialmente. As representações das questões de gênero e trabalho focalizadas nesta Sessão Temática estendem-se das figurações da realidade apreendida que, imbuídas de sentidos e significações, moldam comportamentos e orientam ações, às imagens visuais presentes no universo midiático, na publicidade, bem como nas linguagens artística, literária, cinematográfica e iconográfica.

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ST4 - Memória, Gênero, Trabalho

 O propósito principal do grupo de trabalho é colocar em discussão o tema da memória numa perspectiva interdisciplinar, abarcando os seus sentidos e usos para os grupos e pessoas no cenário moderno. Incluem-se nessa discussão, as interfaces da memória com questões de gênero e trabalho em suas diferentes manifestações: biográficas, etnográficas, topográficas imagéticas, comunicacionais, sociológicas e culturais. Muitos autores têm chamado a atenção para os processos sociais contemporâneos de constituição da memória e para a diversidade de aspectos que se entrelaçam na sua formação tais como o esquecimento, o silêncio, o perdão e as relações de poder. Em oposição às comemorações - que seguem estratégias de poder específicas das políticas que excluem memórias –, a nossa proposta segue a perspectiva que defende a inclusão da reflexão crítica do que permanece do passado, com a finalidade de que o trabalho da memória possa levar a alguma forma de reconciliação, a uma política de justa memória (RICOEUR, 2007).

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ST5- Trabalhadoras e militantes: quando as mulheres vão à luta nos espaços sociais

O objetivo desta sessão temática é discutir teórica e empiricamente a atuação das mulheres nos espaços sociais, rurais e urbanos. Desde os anos 70, começou-se a delinear uma nova problemática nos estudos do trabalho a partir da percepção segundo a qual “a classe operária tem dois sexos”. Desde então, questões relativas à intensificação da exploração do trabalho das mulheres e, portanto, à inexistência de equidade salarial, trabalhista e política passaram a ser discutidas no meio acadêmico, mas é evidente também que tais questões foram impulsionas pela própria inserção das mulheres (muitas delas feministas) nas lutas dentro e fora do local de trabalho. Serão benvindos trabalhos resultantes de pesquisas que analisem a atuação das mulheres no sindicalismo, na política, nos movimento sociais em geral, bem como o feminismo. Neste sentido, quer-se aprofundar a análise 1) das políticas públicas reivindicadas ou conquistadas, que colocam a mulher na condição de cidadania ativa, 2) da participação feminina nos sindicatos, 3) da atuação das mulheres nos movimentos sociais, explicitando relações de exploração e de dominação ainda hoje existentes nos planos das relações de trabalho, da organização política e nos espaços sociais.

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ST2- Gênero, Empreendedorismo e Trocas Econômicas

Esta sessão temática está aberta para acolher trabalhos que explorem questões de gênero relacionadas a duas práticas influentes na constituição dos mercados: 1) o empreendedorismo e gestão de negócios, abarcando trabalhos que focalizem as questões de gênero no espaço das finanças, das grandes empresas, ou em pequenos empreendimentos e 2) a troca econômica, abarcando trabalhos que explorem as questões de gênero em relação ao consumo, venda, crédito, dinheiro, investimentos e afins. Trabalhos que analisem outros aspectos da realidade econômica marcados pelas relações de gênero também são encorajados.

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 ST7 - Gênero, reestruturação e precarização das relações de trabalho

O capitalismo pós-1970, marcado pela introdução de novos modelos gerenciais e tecnológico-produtivos, revitaliza-se com o planejamento eficaz da produção associada ao mercado e à concorrência capitalista baseada na competitividade internacional, na flexibilidade e na precarização das relações de trabalho. O advento do toyotismo trouxe a reformulação das técnicas e procedimentos de dominação e subordinação no trabalho. As características fundantes do modelo criado por Ohno são percebidas em um contexto de implementação de novas formas de exploração do trabalho e de acumulação integral do capital. A sessão temática objetiva discutir as relações de gênero, as desigualdades e as formas de reestruturação do trabalho na contemporaneidade. Nessa perspectiva, serão abordadas as novas configurações nos espaços laborais, dando ênfase à precarização das relações de trabalho e seus impactos sobre as questões de gênero. Nesse sentido, tornam-se essenciais os estudos voltados para a compreensão dos fenômenos relativos às mudanças tecnológicas e organizacionais e seus impactos na vida cotidiana dos trabalhadores e trabalhadoras.

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ST8 - Trabalho, gênero e políticas educacionais

 Esta sessão busca evidenciar as discussões que vem sendo realizadas no campo das políticas educacionais, numa interseção com as questões de Trabalho e Gênero. Para o debate se espera contar com a apresentação de estudos e pesquisas que possam abarcar os aportes legais, bem como as políticas públicas no campo da educação e trabalho na perspectiva do atendimento ou não das demandas de gênero. Outro enfoque importante para a reflexão dessa sessão se encontra nas experiências concretas que vem sendo realizadas no campo da educação e trabalho, incluindo a discussão de gênero, e que significam uma reconfiguração dos currículos da educação profissional, que volta a ser ofertada de forma integrada à educação básica. Por fim, os estudos e pesquisas que focados na questão de gênero, que apontam para o repensar da relação educação e trabalho, também podem ser debatidos nessa sessão.

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ST1 – Gênero, economia solidária e políticas de emprego e renda

 O desenvolvimento tecnológico, aliado à baixa escolaridade de larga camada da população, têm levado a sérias preocupações, não só por parte do poder público como da sociedade em geral, em razão do grande número de pessoas que não são absorvidas pelo mercado de trabalho, notadamente o que exige maior qualificação. Por outro lado, é notável como os segmentos mais pobres da população, não obstante a precariedade de sua educação formal, articulam estratégias associativas que, muitas vezes resultam em saídas, quase sempre precárias e informais, mas que lhes propiciam modestas condições de vida. Esses "arranjos" vêm sendo apropriados e analisados como possibilidades de se constituírem em instrumentos capazes de atenuar a pobreza e, por outro lado, tornar esses segmentos aptos ao consumo, favorecendo o crescimento econômico no seu todo. O fomento de tais atividades está preponderantemente ao encargo do poder público, diretamente, ou via financiamentos a ONGs, que fornecem subsídios de várias ordens, inclusive técnicos e organizacionais (associações, cooperativas, incubadoras etc.) no sentido não só do aperfeiçoamento da mão-de-obra, como também visando o aumento de produtividade, para maior incremento dos ganhos desses segmentos. Contudo, há sempre uma tensão entre os interesses e motivações nas experiências associativas e as diretrizes político-ideológicas que norteiam as políticas públicas, pois é importante relembrar que o princípio originário das associações e cooperativas no mundo do trabalho é a autogestão. Muitas dessas políticas são implementadas levando em conta distinções de gênero na organização do trabalho, o que propicia também oportunidade para verificação como as experiências de associativismo tratam a questão da nova divisão sexual do trabalho. As considerações anteriores delineiam a problemática básica e algumas das questões que podem orientar os textos enviados a esta sessão temática.

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ST6 - Trabalho e gênero em serviços: das formas atípicas ao profissionalismo

 Esta sessão temática incentiva a pesquisa e o debate sobre o trabalho em serviços relacionado a construções de gênero. O trabalho em serviços é certamente orientado por gênero em diversas de suas atividades, conduzindo até a certa identificação sexuada de atividades ocupacionais. É comum associar a enfermagem ou o ensino em nível fundamental às mulheres, em contraste com engenharia ou serviços de vigilância e segurança a homens. As formas identitárias relacionadas a essas atividades laborais variam do recente protagonismo feminino em nichos profissionais tradicionalmente masculinos, como nas profissões jurídicas, até a manutenção de formas predatórias historicamente reconhecidas, como no trabalho de costureiras para facções de confecção. O deslocamento identitário ou simbólico correspondente à nova divisão sexual do trabalho ainda demanda mais atenção nas ciências sociais, principalmente quando se leva em conta a importância social e econômica do trabalho em serviços a partir de meados do século XX e suas consequências em diversos aspectos: formação, identidade laboral, organização do trabalho, profissionalização, interação, associativismo, precarização. Com o objetivo de contribuir para a produção e o debate nessa área de pesquisa, a sessão acolhe reflexões teóricas ou investigações empíricas sobre trabalho e gênero em serviços, destacando aspectos, perspectivas de análise ou repertórios conceituais que vem se consolidando na temática: interação em serviços, mixidade, relações sociais de sexo, invisibilidade e imaterialidade, formas identitárias, cultura do trabalho, consumo e serviços, tecnologia da informação; formas atípicas e precarização, serviços orientados por gênero, além de outros.

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